Digestivo

Boldo

Peumus boldus · Monimiaceae

Folha de sabor intensamente amargo, tradicionalmente usada na América do Sul como digestivo e apoio à função hepática.

Ficha de preparo

58°CTemperatura da água
5 minTempo de infusão
1 colher de chá (cerca de 2g) de folhas secas de boldo por xícara de 200mlQuantidade

Método: Infusão

  1. Aqueça a água até próximo da fervura
  2. Despeje sobre as folhas secas de boldo em uma xícara ou bule
  3. Tampe e deixe em infusão pelo tempo indicado
  4. Coe e sirva

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Origem

Nativa de: Chile, região central e costeira dos Andes

Cultivada hoje em: Chile, Peru, Argentina, Brasil

Usado pelo povo Mapuche no Chile há séculos como digestivo e hepatoprotetor, e amplamente incorporado à medicina popular sul-americana.

Perfil de sabor

amargo intenso e resinoso, com notas terrosas e mentoladas

  • Terroso
  • Resinoso
  • Mentolado
Amargor3/3
Doçura0/3
Acidez0/3
Adstringência2/3
Intensidade aromática3/3

Corpo: Encorpado · Retrogosto: amargor persistente e sensação resinosa na boca

Combina bem com: hortelã, limão

Sabor muito amargo — muitas pessoas preferem diluir ou combinar com outras ervas mais suaves

Descrição

O boldo é uma árvore nativa do Chile, cujas folhas aromáticas e amargas são tradicionalmente usadas na medicina popular sul-americana como digestivo e apoio à função hepática. Seu principal composto ativo, a boldina, é um alcaloide estudado por efeitos antioxidantes e hepatoprotetores em modelos pré-clínicos, embora estudos clínicos em humanos ainda sejam limitados. Por seu sabor intensamente amargo, costuma ser consumido em pequenas quantidades ou combinado a outras ervas.

Benefícios

  • Tradicionalmente utilizado para aliviar desconfortos digestivos leves, como má digestão e sensação de estômago pesado
  • Tradicionalmente indicado como colagogo/colerético, embora a ação colerética não tenha sido confirmada em estudos
  • Estudos em modelos animais sugerem efeito hepatoprotetor associado à boldina
  • Ação anti-inflamatória leve observada em estudos pré-clínicos

Sintomas tratados

Efeitos colaterais

  • Irritação renal e distúrbios gastrointestinais em doses elevadas, devido ao ascaridol presente no óleo essencial
  • Tontura e alterações neurológicas com uso prolongado ou em excesso

Contraindicações e interações

  • Obstrução das vias biliares ou cálculos biliares
  • Doença hepática grave
  • Gravidez e amamentação
  • Pode sobrecarregar o fígado quando associado a outras substâncias hepatotóxicas
  • Evitar na gestação

Frequência e cafeína

Frequência recomendada: até 3 xícaras por dia

Uso contínuo: uso contínuo por no máximo 4 semanas

Sem cafeína

Referências

O conteúdo do TeaWithMe é educativo e não substitui avaliação de um profissional de saúde.

Curadoria baseada em farmacopeias, monografias oficiais e literatura científica — veja as fontes na página Sobre.