Digestivo
Boldo
Peumus boldus · Monimiaceae
Folha de sabor intensamente amargo, tradicionalmente usada na América do Sul como digestivo e apoio à função hepática.
Ficha de preparo
Método: Infusão
- Aqueça a água até próximo da fervura
- Despeje sobre as folhas secas de boldo em uma xícara ou bule
- Tampe e deixe em infusão pelo tempo indicado
- Coe e sirva
Origem
Nativa de: Chile, região central e costeira dos Andes
Cultivada hoje em: Chile, Peru, Argentina, Brasil
Usado pelo povo Mapuche no Chile há séculos como digestivo e hepatoprotetor, e amplamente incorporado à medicina popular sul-americana.
Perfil de sabor
amargo intenso e resinoso, com notas terrosas e mentoladas
- Terroso
- Resinoso
- Mentolado
Corpo: Encorpado · Retrogosto: amargor persistente e sensação resinosa na boca
Combina bem com: hortelã, limão
Sabor muito amargo — muitas pessoas preferem diluir ou combinar com outras ervas mais suaves
Descrição
O boldo é uma árvore nativa do Chile, cujas folhas aromáticas e amargas são tradicionalmente usadas na medicina popular sul-americana como digestivo e apoio à função hepática. Seu principal composto ativo, a boldina, é um alcaloide estudado por efeitos antioxidantes e hepatoprotetores em modelos pré-clínicos, embora estudos clínicos em humanos ainda sejam limitados. Por seu sabor intensamente amargo, costuma ser consumido em pequenas quantidades ou combinado a outras ervas.
Benefícios
- Tradicionalmente utilizado para aliviar desconfortos digestivos leves, como má digestão e sensação de estômago pesado
- Tradicionalmente indicado como colagogo/colerético, embora a ação colerética não tenha sido confirmada em estudos
- Estudos em modelos animais sugerem efeito hepatoprotetor associado à boldina
- Ação anti-inflamatória leve observada em estudos pré-clínicos
Sintomas tratados
Efeitos colaterais
- Irritação renal e distúrbios gastrointestinais em doses elevadas, devido ao ascaridol presente no óleo essencial
- Tontura e alterações neurológicas com uso prolongado ou em excesso
Contraindicações e interações
- Obstrução das vias biliares ou cálculos biliares
- Doença hepática grave
- Gravidez e amamentação
- Pode sobrecarregar o fígado quando associado a outras substâncias hepatotóxicas
- Evitar na gestação
Frequência e cafeína
Frequência recomendada: até 3 xícaras por dia
Uso contínuo: uso contínuo por no máximo 4 semanas
Sem cafeína