Dor e inflamação
Salgueiro-branco
Salix alba · Salicaceae
Casca amarga rica em salicina, precursora natural do ácido acetilsalicílico, com uso bem estabelecido para o alívio de curto prazo da dor lombar.
Ficha de preparo
Método: Decocção
- Coloque a casca triturada em uma panela com água fria
- Leve à fervura e deixe cozinhar em fogo baixo por 10 a 15 minutos
- Coe e sirva ainda morno
- O sabor é bastante amargo; pode ser adoçado com mel
Origem
Nativa de: Europa e oeste da Ásia
Cultivada hoje em: Europa, Ásia Central, América do Norte
Utilizado desde a Antiguidade na Europa para dores e febre; a identificação da salicina em sua casca, no século XIX, foi um passo fundamental para o desenvolvimento do ácido acetilsalicílico.
Perfil de sabor
muito amargo e adstringente, com notas amadeiradas e terrosas
- Amadeirado
- Terroso
Corpo: Encorpado · Retrogosto: amargor intenso e prolongado, com leve adstringência
Combina bem com: mel, canela, gengibre
Sabor muito amargo — muitas pessoas preferem adoçar ou combinar com ervas mais suaves
Descrição
O salgueiro-branco é uma árvore nativa da Europa e do oeste da Ásia, cuja casca é utilizada há séculos na medicina tradicional europeia para dores e febre — um uso que precede e inspirou o desenvolvimento do ácido acetilsalicílico (aspirina). A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) reconhece o uso bem estabelecido da casca para o alívio de curto prazo da dor lombar, além do uso tradicional para dores articulares leves, febre de resfriados comuns e dores de cabeça. Seu principal composto, a salicina, é convertido pelo organismo em ácido salicílico, com ação relacionada à dos salicilatos.
Benefícios
- Uso bem estabelecido, segundo monografia da EMA, para o alívio de curto prazo da dor lombar
- Uso tradicional para o alívio de dores articulares leves, dores de cabeça e febre associada a resfriados comuns
- A salicina da casca é metabolizada em ácido salicílico, substância com ação analgésica e anti-inflamatória relacionada à dos salicilatos, precursora histórica da aspirina
Sintomas tratados
Efeitos colaterais
- Desconforto estomacal e intestinal
- Reações alérgicas, incluindo erupções cutâneas, principalmente em pessoas sensíveis a salicilatos
Contraindicações e interações
- Alergia ou hipersensibilidade a salicilatos, incluindo ácido acetilsalicílico (aspirina) e outros anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs)
- Asma relacionada à sensibilidade a salicilatos, úlcera péptica ativa e distúrbios graves de coagulação
- Disfunção hepática ou renal grave, e terceiro trimestre da gravidez
- Crianças e adolescentes, pelo risco teórico de síndrome de Reye associado a derivados salicílicos
- Pode aumentar o risco de sangramento quando associado a anticoagulantes, como varfarina
- Não deve ser combinado com outros anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), pelo risco aumentado de irritação e sangramento gastrointestinal
- Evitar na gestação
Frequência e cafeína
Frequência recomendada: até 2 xícaras por dia, em doses divididas
Uso contínuo: uso contínuo por no máximo 4 semanas, segundo a monografia da EMA
Sem cafeína