Dor e inflamação

Salgueiro-branco

Salix alba · Salicaceae

Casca amarga rica em salicina, precursora natural do ácido acetilsalicílico, com uso bem estabelecido para o alívio de curto prazo da dor lombar.

Ficha de preparo

63°CTemperatura da água
8 minTempo de infusão
1 a 2 colheres de chá (cerca de 2 a 3g) de casca de salgueiro-branco triturada por xícara de 250ml de águaQuantidade

Método: Decocção

  1. Coloque a casca triturada em uma panela com água fria
  2. Leve à fervura e deixe cozinhar em fogo baixo por 10 a 15 minutos
  3. Coe e sirva ainda morno
  4. O sabor é bastante amargo; pode ser adoçado com mel

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Origem

Nativa de: Europa e oeste da Ásia

Cultivada hoje em: Europa, Ásia Central, América do Norte

Utilizado desde a Antiguidade na Europa para dores e febre; a identificação da salicina em sua casca, no século XIX, foi um passo fundamental para o desenvolvimento do ácido acetilsalicílico.

Perfil de sabor

muito amargo e adstringente, com notas amadeiradas e terrosas

  • Amadeirado
  • Terroso
Amargor3/3
Doçura0/3
Acidez0/3
Adstringência2/3
Intensidade aromática1/3

Corpo: Encorpado · Retrogosto: amargor intenso e prolongado, com leve adstringência

Combina bem com: mel, canela, gengibre

Sabor muito amargo — muitas pessoas preferem adoçar ou combinar com ervas mais suaves

Descrição

O salgueiro-branco é uma árvore nativa da Europa e do oeste da Ásia, cuja casca é utilizada há séculos na medicina tradicional europeia para dores e febre — um uso que precede e inspirou o desenvolvimento do ácido acetilsalicílico (aspirina). A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) reconhece o uso bem estabelecido da casca para o alívio de curto prazo da dor lombar, além do uso tradicional para dores articulares leves, febre de resfriados comuns e dores de cabeça. Seu principal composto, a salicina, é convertido pelo organismo em ácido salicílico, com ação relacionada à dos salicilatos.

Benefícios

  • Uso bem estabelecido, segundo monografia da EMA, para o alívio de curto prazo da dor lombar
  • Uso tradicional para o alívio de dores articulares leves, dores de cabeça e febre associada a resfriados comuns
  • A salicina da casca é metabolizada em ácido salicílico, substância com ação analgésica e anti-inflamatória relacionada à dos salicilatos, precursora histórica da aspirina

Sintomas tratados

Efeitos colaterais

  • Desconforto estomacal e intestinal
  • Reações alérgicas, incluindo erupções cutâneas, principalmente em pessoas sensíveis a salicilatos

Contraindicações e interações

  • Alergia ou hipersensibilidade a salicilatos, incluindo ácido acetilsalicílico (aspirina) e outros anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs)
  • Asma relacionada à sensibilidade a salicilatos, úlcera péptica ativa e distúrbios graves de coagulação
  • Disfunção hepática ou renal grave, e terceiro trimestre da gravidez
  • Crianças e adolescentes, pelo risco teórico de síndrome de Reye associado a derivados salicílicos
  • Pode aumentar o risco de sangramento quando associado a anticoagulantes, como varfarina
  • Não deve ser combinado com outros anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), pelo risco aumentado de irritação e sangramento gastrointestinal
  • Evitar na gestação

Frequência e cafeína

Frequência recomendada: até 2 xícaras por dia, em doses divididas

Uso contínuo: uso contínuo por no máximo 4 semanas, segundo a monografia da EMA

Sem cafeína

Referências

O conteúdo do TeaWithMe é educativo e não substitui avaliação de um profissional de saúde.

Curadoria baseada em farmacopeias, monografias oficiais e literatura científica — veja as fontes na página Sobre.