Energético
Guaraná
Paullinia cupana · Sapindaceae
Semente amazônica com um dos maiores teores de cafeína natural conhecidos, tradicionalmente usada para combater a fadiga.
Ficha de preparo
Método: Infusão
- Aqueça a água até quase a fervura
- Adicione o guaraná em pó diretamente na água quente, em uma xícara
- Misture bem para dissolver o pó
- Deixe repousar pelo tempo indicado, mexendo ocasionalmente, e sirva
Origem
Nativa de: Bacia amazônica, entre os rios Madeira e Tapajós, no Amazonas
Cultivada hoje em: Brasil (Amazonas, Bahia, Mato Grosso)
Domesticado há séculos pelo povo indígena Sateré-Mawé, no baixo rio Amazonas, que o considera um marcador cultural central e foi o primeiro a comercializar a semente processada, desde o período colonial.
Perfil de sabor
levemente amargo e adstringente, com notas terrosas e tostadas
- Terroso
- Tostado
- Amadeirado
Corpo: Médio · Retrogosto: amargor seco persistente, lembrando cacau tostado
Combina bem com: limão, mel
Descrição
O guaraná é uma trepadeira nativa da Amazônia, cujas sementes escuras, envoltas por uma polpa branca que lembra um olho — origem do nome tupi 'wara'na' — concentram um dos teores de cafeína natural mais altos entre as plantas conhecidas. Foi domesticado há séculos pelo povo indígena Sateré-Mawé, no baixo rio Amazonas, que o transformou de trepadeira silvestre em arbusto cultivado e o considera até hoje um marcador cultural central. Suas sementes são tradicionalmente torradas, moídas e consumidas em pó dissolvido em água.
Benefícios
- Um dos teores de cafeína natural mais altos entre as plantas conhecidas, tradicionalmente usado para combater a fadiga e aumentar o estado de alerta
- Compostos como catequinas e proantocianidinas são associados a propriedades antioxidantes em estudos pré-clínicos
- Estudos sobre desempenho cognitivo mostraram resultados inconsistentes, sem benefício claramente superior ao de uma dose equivalente de cafeína isolada
- Uso tradicional consolidado pelo povo Sateré-Mawé, que domesticou a planta na Amazônia e a comercializa desde o período colonial
Sintomas tratados
Efeitos colaterais
- Insônia, náusea, dor de cabeça, tontura e tremores em doses elevadas, atribuídos ao alto teor de cafeína
- Palpitações e irritação gástrica em uso excessivo
Contraindicações e interações
- Doença hepática pré-existente ou cirrose
- Doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial e arritmias
- Gravidez e amamentação, devido ao alto teor de cafeína
- Insônia ou sensibilidade à cafeína
- Pode reduzir a concentração sistêmica de medicamentos como o antiepiléptico lamotrigina e o antiarrítmico amiodarona
- Não deve ser combinado com outras fontes de cafeína ou com inibidores da MAO, pelo risco de efeitos estimulantes excessivos
- Evitar na gestação
Frequência e cafeína
Frequência recomendada: até 1 xícara por dia, preferencialmente pela manhã, devido ao alto teor de cafeína
Uso contínuo: uso contínuo por no máximo 4 semanas, monitorando o consumo total de cafeína de outras fontes
Cafeína alta
Referências
- Fitoterapia Brasil — Paullinia cupana (Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira)
- Effects of Acute Guarana (Paullinia cupana) Ingestion on Mental Performance and Vagal Modulation Compared to a Low Dose of Caffeine — PMC
- Guaraná, a máquina do tempo dos Sateré-Mawé — Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi (SciELO)