Energético

Guaraná

Paullinia cupana · Sapindaceae

Semente amazônica com um dos maiores teores de cafeína natural conhecidos, tradicionalmente usada para combater a fadiga.

Ficha de preparo

56°CTemperatura da água
3 minTempo de infusão
1/2 colher de chá (cerca de 1 a 2g) de guaraná em pó por xícara de 200mlQuantidade

Método: Infusão

  1. Aqueça a água até quase a fervura
  2. Adicione o guaraná em pó diretamente na água quente, em uma xícara
  3. Misture bem para dissolver o pó
  4. Deixe repousar pelo tempo indicado, mexendo ocasionalmente, e sirva

Já existe um preparo de em andamento. Iniciar um novo timer vai descartar essa contagem.

Origem

Nativa de: Bacia amazônica, entre os rios Madeira e Tapajós, no Amazonas

Cultivada hoje em: Brasil (Amazonas, Bahia, Mato Grosso)

Domesticado há séculos pelo povo indígena Sateré-Mawé, no baixo rio Amazonas, que o considera um marcador cultural central e foi o primeiro a comercializar a semente processada, desde o período colonial.

Perfil de sabor

levemente amargo e adstringente, com notas terrosas e tostadas

  • Terroso
  • Tostado
  • Amadeirado
Amargor2/3
Doçura0/3
Acidez0/3
Adstringência2/3
Intensidade aromática2/3

Corpo: Médio · Retrogosto: amargor seco persistente, lembrando cacau tostado

Combina bem com: limão, mel

Descrição

O guaraná é uma trepadeira nativa da Amazônia, cujas sementes escuras, envoltas por uma polpa branca que lembra um olho — origem do nome tupi 'wara'na' — concentram um dos teores de cafeína natural mais altos entre as plantas conhecidas. Foi domesticado há séculos pelo povo indígena Sateré-Mawé, no baixo rio Amazonas, que o transformou de trepadeira silvestre em arbusto cultivado e o considera até hoje um marcador cultural central. Suas sementes são tradicionalmente torradas, moídas e consumidas em pó dissolvido em água.

Benefícios

  • Um dos teores de cafeína natural mais altos entre as plantas conhecidas, tradicionalmente usado para combater a fadiga e aumentar o estado de alerta
  • Compostos como catequinas e proantocianidinas são associados a propriedades antioxidantes em estudos pré-clínicos
  • Estudos sobre desempenho cognitivo mostraram resultados inconsistentes, sem benefício claramente superior ao de uma dose equivalente de cafeína isolada
  • Uso tradicional consolidado pelo povo Sateré-Mawé, que domesticou a planta na Amazônia e a comercializa desde o período colonial

Sintomas tratados

Efeitos colaterais

  • Insônia, náusea, dor de cabeça, tontura e tremores em doses elevadas, atribuídos ao alto teor de cafeína
  • Palpitações e irritação gástrica em uso excessivo

Contraindicações e interações

  • Doença hepática pré-existente ou cirrose
  • Doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial e arritmias
  • Gravidez e amamentação, devido ao alto teor de cafeína
  • Insônia ou sensibilidade à cafeína
  • Pode reduzir a concentração sistêmica de medicamentos como o antiepiléptico lamotrigina e o antiarrítmico amiodarona
  • Não deve ser combinado com outras fontes de cafeína ou com inibidores da MAO, pelo risco de efeitos estimulantes excessivos
  • Evitar na gestação

Frequência e cafeína

Frequência recomendada: até 1 xícara por dia, preferencialmente pela manhã, devido ao alto teor de cafeína

Uso contínuo: uso contínuo por no máximo 4 semanas, monitorando o consumo total de cafeína de outras fontes

Cafeína alta

Referências

O conteúdo do TeaWithMe é educativo e não substitui avaliação de um profissional de saúde.

Curadoria baseada em farmacopeias, monografias oficiais e literatura científica — veja as fontes na página Sobre.