Energético

Erva-mate

Ilex paraguariensis · Aquifoliaceae

Folhas sul-americanas ricas em metilxantinas, base do chimarrão e do tererê, tradicionalmente usadas para combater a fadiga.

Ficha de preparo

48°CTemperatura da água
3 minTempo de infusão
2 a 3 colheres de sopa (cerca de 10g) de erva-mate por xícara de 200mlQuantidade

Método: Infusão

  1. Aqueça a água entre 70°C e 80°C, sem deixar ferver — água fervente queima a erva e destrói parte de seus compostos benéficos
  2. Coloque a erva-mate em uma cuia ou xícara
  3. Despeje a água aquecida sobre a erva
  4. Deixe em infusão pelo tempo indicado, coe se necessário e sirva morno, evitando bebidas muito quentes

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Origem

Nativa de: América do Sul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai)

Cultivada hoje em: Brasil, Argentina, Paraguai

Consumida há séculos pelos povos guarani e cultivada tradicionalmente no Brasil, principalmente nos estados do Sul, onde é a base do chimarrão e do tererê.

Perfil de sabor

herbáceo e levemente amargo, com notas tostadas e terrosas

  • Herbáceo
  • Tostado
  • Terroso
Amargor2/3
Doçura0/3
Acidez0/3
Adstringência2/3
Intensidade aromática2/3

Corpo: Médio · Retrogosto: amargor herbáceo persistente com fundo tostado

Combina bem com: limão, mel

Descrição

A erva-mate é nativa da América do Sul, encontrada naturalmente na Argentina, no Brasil, no Paraguai e no Uruguai, e cultivada tradicionalmente no Brasil, sobretudo nos estados da região Sul, onde constitui a base cultural do chimarrão e do tererê. Suas folhas concentram metilxantinas — cafeína, teobromina e teofilina — além de ácidos fenólicos como o ácido clorogênico, associados a propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias em estudos. É consumida há séculos pelos povos guarani, que a incorporaram como bebida social e ritual.

Benefícios

  • Efeito estimulante leve e tradicional para combater a fadiga, atribuído à combinação de cafeína, teobromina e teofilina
  • Compostos fenólicos, como o ácido clorogênico, são associados a efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios em estudos com humanos
  • Estudos de intervenção sugerem modulação positiva da capacidade antioxidante plasmática e redução de marcadores inflamatórios
  • Pesquisas observacionais associam o consumo de chimarrão a menor risco de doença de Parkinson, mesmo após ajuste para consumo de café, embora não estabeleçam relação de causa e efeito

Sintomas tratados

Efeitos colaterais

  • Insônia, nervosismo, taquicardia ou irritação gástrica em doses elevadas, atribuídos ao teor de cafeína
  • Uso repetido de bebida muito quente pode irritar a mucosa esofágica

Contraindicações e interações

  • O consumo repetido e prolongado da bebida em temperatura muito elevada (acima de 65°C) foi associado a maior risco de câncer de esôfago em estudos epidemiológicos — o risco é atribuído à temperatura da bebida, e não à composição química da erva-mate
  • Gravidez e amamentação, devido ao teor de cafeína — consultar profissional
  • Insônia ou sensibilidade à cafeína
  • Pode intensificar os efeitos estimulantes de outras fontes de cafeína e de medicamentos estimulantes
  • Cautela em pessoas em uso de medicamentos para pressão arterial ou arritmias, devido ao efeito da cafeína sobre o sistema cardiovascular
  • Consultar um profissional antes de usar na gestação

Frequência e cafeína

Frequência recomendada: até 3 porções por dia

Uso contínuo: uso contínuo por no máximo 4 semanas, evitando o consumo em temperatura muito elevada

Cafeína média

Referências

O conteúdo do TeaWithMe é educativo e não substitui avaliação de um profissional de saúde.

Curadoria baseada em farmacopeias, monografias oficiais e literatura científica — veja as fontes na página Sobre.