Energético
Erva-mate
Ilex paraguariensis · Aquifoliaceae
Folhas sul-americanas ricas em metilxantinas, base do chimarrão e do tererê, tradicionalmente usadas para combater a fadiga.
Ficha de preparo
Método: Infusão
- Aqueça a água entre 70°C e 80°C, sem deixar ferver — água fervente queima a erva e destrói parte de seus compostos benéficos
- Coloque a erva-mate em uma cuia ou xícara
- Despeje a água aquecida sobre a erva
- Deixe em infusão pelo tempo indicado, coe se necessário e sirva morno, evitando bebidas muito quentes
Origem
Nativa de: América do Sul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai)
Cultivada hoje em: Brasil, Argentina, Paraguai
Consumida há séculos pelos povos guarani e cultivada tradicionalmente no Brasil, principalmente nos estados do Sul, onde é a base do chimarrão e do tererê.
Perfil de sabor
herbáceo e levemente amargo, com notas tostadas e terrosas
- Herbáceo
- Tostado
- Terroso
Corpo: Médio · Retrogosto: amargor herbáceo persistente com fundo tostado
Combina bem com: limão, mel
Descrição
A erva-mate é nativa da América do Sul, encontrada naturalmente na Argentina, no Brasil, no Paraguai e no Uruguai, e cultivada tradicionalmente no Brasil, sobretudo nos estados da região Sul, onde constitui a base cultural do chimarrão e do tererê. Suas folhas concentram metilxantinas — cafeína, teobromina e teofilina — além de ácidos fenólicos como o ácido clorogênico, associados a propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias em estudos. É consumida há séculos pelos povos guarani, que a incorporaram como bebida social e ritual.
Benefícios
- Efeito estimulante leve e tradicional para combater a fadiga, atribuído à combinação de cafeína, teobromina e teofilina
- Compostos fenólicos, como o ácido clorogênico, são associados a efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios em estudos com humanos
- Estudos de intervenção sugerem modulação positiva da capacidade antioxidante plasmática e redução de marcadores inflamatórios
- Pesquisas observacionais associam o consumo de chimarrão a menor risco de doença de Parkinson, mesmo após ajuste para consumo de café, embora não estabeleçam relação de causa e efeito
Sintomas tratados
Efeitos colaterais
- Insônia, nervosismo, taquicardia ou irritação gástrica em doses elevadas, atribuídos ao teor de cafeína
- Uso repetido de bebida muito quente pode irritar a mucosa esofágica
Contraindicações e interações
- O consumo repetido e prolongado da bebida em temperatura muito elevada (acima de 65°C) foi associado a maior risco de câncer de esôfago em estudos epidemiológicos — o risco é atribuído à temperatura da bebida, e não à composição química da erva-mate
- Gravidez e amamentação, devido ao teor de cafeína — consultar profissional
- Insônia ou sensibilidade à cafeína
- Pode intensificar os efeitos estimulantes de outras fontes de cafeína e de medicamentos estimulantes
- Cautela em pessoas em uso de medicamentos para pressão arterial ou arritmias, devido ao efeito da cafeína sobre o sistema cardiovascular
- Consultar um profissional antes de usar na gestação
Frequência e cafeína
Frequência recomendada: até 3 porções por dia
Uso contínuo: uso contínuo por no máximo 4 semanas, evitando o consumo em temperatura muito elevada
Cafeína média
Referências
- Bioactive Compounds of Ilex paraguariensis: A Critical Update on Extraction, Gastrointestinal Stability, and Technological Applications — PMC
- Comparative oesophageal cancer risk assessment of hot beverage consumption (coffee, mate and tea): the margin of exposure of PAH vs very hot temperatures — PMC
- A Case-Control Study of the Effects of Chimarrão (Ilex paraguariensis) and Coffee on Parkinson's Disease — PMC