Circulatório

Carqueja

Baccharis trimera · Asteraceae

Erva sul-americana de caule alado e sabor extremamente amargo, um clássico tônico digestivo e circulatório da medicina popular brasileira.

Ficha de preparo

63°CTemperatura da água
3 minTempo de infusão
1 colher de chá (cerca de 2g) de partes aéreas secas de carqueja por xícara de 150ml de águaQuantidade

Método: Decocção

  1. Coloque as partes aéreas secas de carqueja em uma panela com água fria
  2. Leve à fervura e deixe cozinhar em fogo baixo pelo tempo indicado
  3. Coe e sirva ainda morno
  4. O sabor é bastante amargo; pode ser adoçado com mel ou combinado a outras ervas

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Origem

Nativa de: América do Sul, com ocorrência natural no Brasil, na Argentina, no Paraguai e no Uruguai

Cultivada hoje em: Brasil (regiões Sul e Sudeste), Argentina, Paraguai

Utilizada há gerações na medicina popular brasileira e sul-americana como tônico amargo digestivo e depurativo, sendo hoje reconhecida pela Anvisa e incluída no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira.

Perfil de sabor

extremamente amargo, com notas herbáceas e resinosas e leve adstringência

  • Herbáceo
  • Resinoso
  • Terroso
Amargor3/3
Doçura0/3
Acidez0/3
Adstringência2/3
Intensidade aromática2/3

Corpo: Encorpado · Retrogosto: amargor intenso e persistente, com fundo herbáceo

Combina bem com: hortelã, limão, mel

Sabor extremamente amargo — costuma ser diluído, adoçado ou combinado com ervas mais suaves para tornar o consumo mais agradável

Descrição

A carqueja é um subarbusto nativo da América do Sul, com ocorrência natural no Brasil, na Argentina, no Paraguai e no Uruguai, reconhecível por seus caules verdes, achatados e alados, com folhas pouco desenvolvidas — características que lhe renderam o apelido popular de 'erva-de-vidro'. É uma das plantas medicinais mais tradicionais do Brasil, reconhecida pela Anvisa e incluída no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira como digestivo. Seu sabor é marcadamente amargo, atribuído a flavonoides como a hispidulina, compostos estudados por possíveis propriedades hepatoprotetoras e antioxidantes.

Benefícios

  • Tradicionalmente utilizada para desconfortos digestivos como dispepsia biliar, azia e má digestão, reconhecida no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira
  • Estudos pré-clínicos em modelos animais sugerem efeito hipoglicemiante e melhora do perfil glicêmico, ainda não confirmados em humanos
  • A hispidulina e outros flavonoides presentes na planta são associados a propriedades antioxidantes e hepatoprotetoras em estudos pré-clínicos
  • Amplamente utilizada na medicina popular sul-americana como tônico amargo digestivo e depurativo

Sintomas tratados

Efeitos colaterais

  • Hipersensibilidade, queda de pressão arterial ou alterações digestivas em uso prolongado, doses elevadas ou pessoas sensíveis
  • Hipoglicemia foi relatada mesmo em pessoas não diabéticas, em uso de doses elevadas

Contraindicações e interações

  • Gravidez e amamentação, devido a efeito abortivo observado em estudos com animais
  • Alergia a plantas da família Asteraceae/Compositae
  • Pessoas com hipotensão ou hipoglicemia, sem orientação profissional
  • Pode potencializar o efeito de medicamentos anti-hipertensivos, podendo exigir ajuste de dose sob orientação profissional
  • Pode potencializar o efeito de medicamentos hipoglicemiantes, com risco de hipoglicemia
  • Evitar na gestação

Frequência e cafeína

Frequência recomendada: 2 a 3 xícaras por dia

Uso contínuo: uso contínuo por até 90 dias, segundo o Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira

Sem cafeína

Referências

O conteúdo do TeaWithMe é educativo e não substitui avaliação de um profissional de saúde.

Curadoria baseada em farmacopeias, monografias oficiais e literatura científica — veja as fontes na página Sobre.