Dor e inflamação

Unha-de-gato

Uncaria tomentosa · Rubiaceae

Cipó lenhoso da floresta amazônica, usado há séculos por povos indígenas para processos inflamatórios, com alcaloides estudados por seus efeitos imunoestimulantes.

Ficha de preparo

63°CTemperatura da água
8 minTempo de infusão
1/4 de colher de chá (cerca de 1g) de casca de unha-de-gato por xícara de 250ml de águaQuantidade

Método: Decocção

  1. Coloque a casca triturada em uma panela com água fria
  2. Leve à fervura e deixe cozinhar em fogo baixo por 10 a 15 minutos
  3. Coe e sirva
  4. Prefira produtos de procedência controlada, devido ao risco de adulteração da matéria-prima

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Origem

Nativa de: Floresta amazônica e regiões tropicais da América do Sul e Central

Cultivada hoje em: Peru, Brasil, Equador, Colômbia

Utilizada há pelo menos dois mil anos por povos indígenas da Amazônia para processos degenerativos e inflamatórios e distúrbios gástricos, sendo posteriormente incorporada à fitoterapia sul-americana.

Perfil de sabor

amargo e adstringente, com notas terrosas e amadeiradas

  • Terroso
  • Amadeirado
Amargor2/3
Doçura0/3
Acidez0/3
Adstringência2/3
Intensidade aromática1/3

Corpo: Encorpado · Retrogosto: amargor terroso persistente

Combina bem com: gengibre, canela, mel

Descrição

A unha-de-gato é um cipó lenhoso nativo da floresta amazônica e de regiões tropicais da América do Sul e Central, cujo nome popular vem dos espinhos curvos em formato de garra ao longo do caule. A casca é utilizada há milhares de anos por povos indígenas amazônicos para processos inflamatórios e degenerativos, além de distúrbios gástricos. Seus alcaloides oxíndolicos são estudados por propriedades imunoestimulantes, com pesquisas clínicas preliminares voltadas principalmente para osteoartrite e artrite reumatoide.

Benefícios

  • Estudo clínico controlado por placebo com preparação liofilizada sugere redução da dor em pessoas com osteoartrite
  • Estudo sugere possível redução no número de articulações doloridas em pessoas com artrite reumatoide, quando usada como adjuvante ao tratamento convencional
  • Alcaloides oxíndolicos presentes na planta têm propriedades imunoestimulantes descritas em estudos, aumentando a atividade fagocitária e a função de linfócitos T
  • Uso tradicional de longa data entre povos indígenas da Amazônia para processos inflamatórios, degenerativos e distúrbios gástricos

Sintomas tratados

Efeitos colaterais

  • Diarreia e desconforto estomacal
  • Reações alérgicas, incluindo dificuldade para respirar e inchaço no rosto, lábios ou garganta, em casos raros

Contraindicações e interações

  • Doenças autoimunes, como lúpus, artrite reumatoide e esclerose múltipla, e tuberculose — recomenda-se evitar pelo possível efeito imunoestimulante; há relato de caso de insuficiência renal em paciente com lúpus associado ao uso
  • Gravidez e amamentação, por segurança não estabelecida
  • Pode aumentar os níveis séricos de medicamentos metabolizados pela enzima CYP3A4, como a ciclosporina, com risco teórico de potencializar seus efeitos
  • Pode aumentar o risco de sangramento em associação com anticoagulantes, como varfarina, embora a relevância clínica ainda não seja totalmente conhecida
  • Evitar na gestação

Frequência e cafeína

Frequência recomendada: até 2 xícaras por dia

Uso contínuo: uso contínuo por no máximo 4 semanas, com avaliação profissional para uso prolongado

Sem cafeína

Referências

O conteúdo do TeaWithMe é educativo e não substitui avaliação de um profissional de saúde.

Curadoria baseada em farmacopeias, monografias oficiais e literatura científica — veja as fontes na página Sobre.