Dor e inflamação
Unha-de-gato
Uncaria tomentosa · Rubiaceae
Cipó lenhoso da floresta amazônica, usado há séculos por povos indígenas para processos inflamatórios, com alcaloides estudados por seus efeitos imunoestimulantes.
Ficha de preparo
Método: Decocção
- Coloque a casca triturada em uma panela com água fria
- Leve à fervura e deixe cozinhar em fogo baixo por 10 a 15 minutos
- Coe e sirva
- Prefira produtos de procedência controlada, devido ao risco de adulteração da matéria-prima
Origem
Nativa de: Floresta amazônica e regiões tropicais da América do Sul e Central
Cultivada hoje em: Peru, Brasil, Equador, Colômbia
Utilizada há pelo menos dois mil anos por povos indígenas da Amazônia para processos degenerativos e inflamatórios e distúrbios gástricos, sendo posteriormente incorporada à fitoterapia sul-americana.
Perfil de sabor
amargo e adstringente, com notas terrosas e amadeiradas
- Terroso
- Amadeirado
Corpo: Encorpado · Retrogosto: amargor terroso persistente
Combina bem com: gengibre, canela, mel
Descrição
A unha-de-gato é um cipó lenhoso nativo da floresta amazônica e de regiões tropicais da América do Sul e Central, cujo nome popular vem dos espinhos curvos em formato de garra ao longo do caule. A casca é utilizada há milhares de anos por povos indígenas amazônicos para processos inflamatórios e degenerativos, além de distúrbios gástricos. Seus alcaloides oxíndolicos são estudados por propriedades imunoestimulantes, com pesquisas clínicas preliminares voltadas principalmente para osteoartrite e artrite reumatoide.
Benefícios
- Estudo clínico controlado por placebo com preparação liofilizada sugere redução da dor em pessoas com osteoartrite
- Estudo sugere possível redução no número de articulações doloridas em pessoas com artrite reumatoide, quando usada como adjuvante ao tratamento convencional
- Alcaloides oxíndolicos presentes na planta têm propriedades imunoestimulantes descritas em estudos, aumentando a atividade fagocitária e a função de linfócitos T
- Uso tradicional de longa data entre povos indígenas da Amazônia para processos inflamatórios, degenerativos e distúrbios gástricos
Sintomas tratados
Efeitos colaterais
- Diarreia e desconforto estomacal
- Reações alérgicas, incluindo dificuldade para respirar e inchaço no rosto, lábios ou garganta, em casos raros
Contraindicações e interações
- Doenças autoimunes, como lúpus, artrite reumatoide e esclerose múltipla, e tuberculose — recomenda-se evitar pelo possível efeito imunoestimulante; há relato de caso de insuficiência renal em paciente com lúpus associado ao uso
- Gravidez e amamentação, por segurança não estabelecida
- Pode aumentar os níveis séricos de medicamentos metabolizados pela enzima CYP3A4, como a ciclosporina, com risco teórico de potencializar seus efeitos
- Pode aumentar o risco de sangramento em associação com anticoagulantes, como varfarina, embora a relevância clínica ainda não seja totalmente conhecida
- Evitar na gestação
Frequência e cafeína
Frequência recomendada: até 2 xícaras por dia
Uso contínuo: uso contínuo por no máximo 4 semanas, com avaliação profissional para uso prolongado
Sem cafeína