Circulatório
Cavalinha
Equisetum arvense · Equisetaceae
Caules segmentados ricos em sílica, de uma das linhagens de plantas mais antigas do planeta, tradicionalmente usados como diurético leve para desconfortos urinários.
Ficha de preparo
Método: Decocção
- Coloque as partes aéreas secas de cavalinha em uma panela com água fria
- Leve à fervura e deixe cozinhar em fogo baixo por cerca de 5 minutos
- Desligue o fogo, tampe e deixe em infusão por mais 10 a 15 minutos
- Coe e sirva
Origem
Nativa de: Regiões temperadas da Europa, com distribuição circumboreal por partes da Ásia e da América do Norte
Cultivada hoje em: Europa Central e Oriental, Alemanha, América do Norte
Utilizada na Europa desde a Antiguidade, descrita por autores clássicos como Dioscórides e Plínio, o Velho, como planta hemostática e cicatrizante, e posteriormente incorporada às farmacopeias europeias como diurético leve.
Perfil de sabor
herbáceo e discretamente terroso, com leve adstringência mineral
- Herbáceo
- Terroso
Corpo: Leve · Retrogosto: sensação levemente adstringente e mineral, lembrando feno
Combina bem com: hortelã, limão, mel
Descrição
A cavalinha, ou cauda-de-cavalo, é nativa de regiões temperadas da Europa, disseminando-se de forma circumboreal por partes da Ásia e da América do Norte. Pertence a uma linhagem de plantas sem sementes extremamente antiga, aparentada às samambaias, com caules ocos e segmentados ricos em sílica. Apenas os caules estéreis (não reprodutivos) e secos são usados em chá — a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) reconhece o uso tradicional dessa parte da planta como diurético leve, para aumentar o volume urinário e auxiliar na 'lavagem' do trato urinário em desconfortos leves.
Benefícios
- Uso tradicional de longa data reconhecido pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) para aumentar o volume urinário em desconfortos leves do trato urinário
- Um estudo clínico controlado com extrato padronizado mostrou efeito diurético comparável ao de uma dose baixa de hidroclorotiazida, sem alterar significativamente a eliminação de eletrólitos — resultado obtido com extrato concentrado, não diretamente com o chá
- Rica em sílica e flavonoides, tradicionalmente associada ao fortalecimento de unhas e cabelos, embora as evidências em humanos ainda sejam limitadas
- Uso tradicional também para auxiliar na cicatrização de feridas superficiais, quando aplicada topicamente
Sintomas tratados
Efeitos colaterais
- Reações alérgicas e desconforto gastrointestinal leve
- Aumento da frequência urinária, que pode ser indesejado se consumida à noite
Contraindicações e interações
- Condições que exigem restrição de líquidos, como insuficiência cardíaca ou renal grave
- Crianças menores de 12 anos
- Gravidez e amamentação, pela escassez de dados de segurança
- Uso prolongado sem orientação profissional — a planta crua contém tiaminase, enzima capaz de degradar a vitamina B1; a fervura usada no preparo do chá reduz essa preocupação, mas o uso contínuo por períodos longos ainda deve ser evitado sem acompanhamento
- Não deve ser combinada com medicamentos diuréticos convencionais sem orientação profissional, pelo possível efeito aditivo sobre a diurese
- Pouco se sabe sobre outras interações medicamentosas — consulte um profissional antes de associá-la a lítio ou a medicamentos de uso contínuo
- Evitar na gestação
Frequência e cafeína
Frequência recomendada: 2 a 3 xícaras por dia, acompanhadas de ingestão adequada de água
Uso contínuo: uso contínuo por até 1 semana sem orientação profissional; se os sintomas urinários persistirem além desse período, procure um profissional de saúde
Sem cafeína