Circulatório
Hibisco
Hibiscus sabdariffa · Malvaceae
Cálices vermelhos e intensamente ácidos, tradicionalmente usados como bebida refrescante e estudados por seu efeito sobre a pressão arterial.
Ficha de preparo
Método: Infusão
- Aqueça a água até próximo da fervura
- Despeje sobre os cálices secos de hibisco em uma xícara ou bule
- Tampe e deixe em infusão pelo tempo indicado
- Coe e sirva — pode ser adoçado e servido gelado
Origem
Nativa de: África Central e Ocidental
Cultivada hoje em: Sudão, Egito, Tailândia, México, Brasil
Cultivado há séculos na África, de onde se disseminou pelo comércio e pela diáspora africana para o Sudeste Asiático e as Américas, tornando-se uma bebida ácida e refrescante popular em diversas culturas, incluindo o Brasil.
Perfil de sabor
intensamente ácido e frutado, lembrando cranberry, com notas florais
- Frutado
- Cítrico
- Floral
Corpo: Leve · Retrogosto: acidez frutada persistente, lembrando cranberry ou groselha
Combina bem com: mel, hortelã, canela
Sabor bem ácido — costuma ser diluído ou adoçado para suavizar a acidez
Descrição
O hibisco, também conhecido como vinagreira ou quiabo-azedo, é nativo da África Central e Ocidental, de onde se disseminou pelo comércio e pela diáspora africana para o Sudeste Asiático e as Américas — apesar de hoje ser amplamente cultivado no Brasil, sua origem não é sul-americana. A parte usada em chá é o cálice, a estrutura carnosa e vermelha que envolve a flor após a polinização, rica em ácidos orgânicos (como o ácido hibiscico) e antocianinas, responsáveis pela cor vermelha intensa e pela acidez marcante característica da bebida.
Benefícios
- Revisões sistemáticas e metanálises de ensaios clínicos associam o consumo regular de hibisco a uma redução da pressão arterial sistólica, com efeito comparável ao de alguns medicamentos anti-hipertensivos em análises comparativas
- Estudos sugerem também uma modesta redução do LDL (colesterol 'ruim') em comparação a outros chás e ao placebo
- Possui status GRAS (geralmente reconhecido como seguro) como alimento, sendo uma das bebidas ácidas mais consumidas no mundo
- Tradicionalmente consumido como bebida refrescante na África, no Sudeste Asiático e nas Américas, muitas vezes gelado e adoçado
Sintomas tratados
Efeitos colaterais
- Gases, desconforto estomacal e constipação em algumas pessoas
- Dano hepático foi relatado em doses elevadas ou quando associado a medicamentos hepatotóxicos, embora seja incomum nas doses tradicionais de chá
Contraindicações e interações
- Alergia conhecida a hibisco ou a plantas da família Malvaceae
- Gravidez e amamentação — a segurança não está bem estabelecida e dados em animais sugerem possível risco
- Pressão arterial já baixa, pelo risco de hipotensão adicional
- Um estudo em animais mostrou redução significativa da biodisponibilidade do captopril (um inibidor da ECA) quando associado ao extrato aquoso de hibisco — a coadministração deve ser evitada sem orientação profissional
- Pode interagir com outros anti-hipertensivos, medicamentos para diabetes e paracetamol, alterando sua eliminação — as interações ainda não são totalmente compreendidas, segundo revisões de segurança
- Evitar na gestação
Frequência e cafeína
Frequência recomendada: até 2 xícaras por dia
Uso contínuo: uso contínuo por no máximo 4 a 6 semanas sem orientação profissional, especialmente para quem usa medicamentos para pressão arterial
Sem cafeína
Referências
- WebMD — Hibiscus Sabdariffa: Overview, Uses, Side Effects, Precautions, Interactions, Dosing and Reviews
- A systematic review and meta-analysis of the effects of Hibiscus sabdariffa on blood pressure and cardiometabolic markers — PubMed
- Pharmacokinetic Herb-Drug Interaction between Hibiscus sabdariffa Calyces Aqueous Extract and Captopril in Rats — PMC
- West African Plants — A Photo Guide: Hibiscus sabdariffa L.